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Política

Após áudio de Miranda, CPI apreende celular de Dominguetti

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A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 decidiu apreender, nesta quinta-feira (1º), o celular do policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que se apresenta como representante comercial da Davati Medical Supply, empresa especializada na intermediação de contratos de vacinas.
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A apreensão do aparelho foi justificada pela cúpula da comissão como necessária, para que fosse verificada a autenticidade de um áudio atribuído ao deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). No áudio, reproduzido durante o depoimento de Dominguetti, o parlamentar supostamente tenta negociar a aquisição de vacinas diretamente com a Davati, sem permissão ou conhecimento do Ministério da Saúde.
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Gabriela Doria – 01/07/2021 15h40 | atualizado em 01/07/2021 17h06
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Policial militar Luiz Paulo Dominguetti depôs à CPI da Covid-19 Foto: Agência Senado/Edilson Rodrigues
A Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 decidiu apreender, nesta quinta-feira (1º), o celular do policial militar Luiz Paulo Dominguetti, que se apresenta como representante comercial da Davati Medical Supply, empresa especializada na intermediação de contratos de vacinas.
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A apreensão do aparelho foi justificada pela cúpula da comissão como necessária, para que fosse verificada a autenticidade de um áudio atribuído ao deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). No áudio, reproduzido durante o depoimento de Dominguetti, o parlamentar supostamente tenta negociar a aquisição de vacinas diretamente com a Davati, sem permissão ou conhecimento do Ministério da Saúde.
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Para Dominguetti, o arquivo demonstraria o interesse de Miranda em intermediar a compra de vacinas por conta própria. Apesar disso, em nenhum trecho do áudio reproduzido na CPI surge a palavra “vacina” ou algo semelhante. A conversa exposta teria acontecido entre Miranda e o CEO da Davati no Brasil, Cristiano Alberto Carvalho.
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– O Cristiano me relatava que, volta e meia, tinha parlamentares [o] procurando e o que mais incomodava era o Luis Miranda, o mais insistente com a compra e o valor de vacinas. O Cristiano me enviou um áudio onde pede que seja feita uma live, o nome dele, que tinha um cliente recorrente, que comprava pouco, em menos quantidade, mas que poderia conseguir colocar vacina para rodar – declarou.
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Cristiano negou, em declaração ao jornal O Globo nesta quinta, que o áudio exposto tratava da aquisição de vacinas. O deputado Luis Miranda também afastou a acusação durante conversa com o presidente da CPI da Covid-19, o senador Omar Aziz (PSD-AM).
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– Há pouco fui conversar com o deputado Luis Miranda. Chamei outros membros. O senador Fernando Bezerra estava junto, o senador Marcos do Val. E fiz questão que tivesse testemunha da minha conversa com ele para que depois não pairasse dúvida [de] que eu tinha induzido. […] O que ele [Miranda] diz é que esse áudio é de 2020, que é uma negociação nos Estados Unidos, não tem nada a ver com Brasil. É um áudio [de quando] nem se falava em vacinas ainda e que está editado aqui para prejudicá-lo. Ele foi agora à polícia levar o áudio completo, fazer denúncia-crime e [diz] que irá dispor para a gente a edição do áudio, está certo? – disse Aziz.
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Matéria de Pleno.news
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