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Bolsonaro defende manter decreto de armas que Senado avalia hoje

Senado vai votar proposta que pode suspender decreto

Senado vai votar proposta que pode suspender decreto
Reprodução/Pixabay

O presidente Jair Bolsonaro defendeu nesta terça-feira (18) a manutenção do decreto editado por ele que flexibilizou o porte de armas no país, no dia em que o plenário do Senado vai votar uma proposta que pode sustar os efeitos da medida.

Segundo o presidente, no Brasil atual “quem está à margem da lei está armado” e a intenção do decreto é que os cidadãos tenham direito à legítima defesa, em linha com o que foi decidido na votação do Estatuto do Desarmamento.

Questionado o que fazer em caso de o Senado derrubar o decreto, o presidente respondeu: “Eu não posso fazer nada. Eu não sou ditador, sou democrata.” A proposta do Senado de sustar os efeitos do decreto, se aprovada, ainda terá de passar pela Câmara dos Deputados.


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Bolsonaro também disse, em entrevista após cerimônia de hasteamento da bandeira em frente ao Palácio do Planalto, que a articulação política com o Congresso vai melhorar com a escolha do novo ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos.

Presente à solenidade, Ramos — que ainda não foi oficialmente nomeado — vai substituir o general da reserva Carlos Alberto Santos Cruz, demitido na semana passada após acumular desgastes com o governo.

“É lógico. Tudo pode melhorar na nossa vida. Até o nosso relacionamento com a imprensa. Estou cada vez mais apaixonado por vocês”, brincou, ao acrescentar que não deve haver mudanças em outros cargos da estrutura da Secretaria de Governo, como a Secretaria de Comunicação Social.

O presidente deixou em aberto sobre se vai seguir a lista tríplice para o cargo de procurador-geral da República, preparada pela ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República).

A entidade realiza votação interna nesta terça-feira, mas não há qualquer obrigação legal de o presidente seguir a escolha dos três nomes indicados, embora desde 2003 os presidentes da República tenham seguido a lista.

“Todos os que estão dentro ou fora da lista, tudo é possível, eu vou seguir a Constituição”, disse. Perguntado novamente, ele disse não saber se a escolha vai vir da lista, pois ainda não a viu.

Bolsonaro não descartou a eventual escolha da atual procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para permanecer no posto. Dodge não se inscreveu na disputa da lista da ANPR.

Source: R7


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