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Dallagnol queria acelerar ações contra Jacques Wagner, diz jornal

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Procurador teria acelerado ações contra o senador petista em grupo da Lava Jato

Procurador teria acelerado ações contra o senador petista em grupo da Lava Jato
Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil – 14.11.2016

Novos trechos das conversas de Deltan Dallagnol sobre as investigações da Lava Jatto, divulgado pela Folha de S. Paulo e o The Intercept Brasil neste sábado (29), indicadam que o procurador queria acelerar as ações contra Jacques Wagner (PT-BA) em outubro de 2018.

Leia também: Novas mensagens mostram críticas de procuradores a Sergio Moro

De acordo com as mensagens, Dallagnol queria fazer busca e apreensão sobre o político, recém-eleito senador pela Bahia, por ‘questão simbólica’.

No dia 24 de outubro, dia em que ocorreram as trocas de mensagens, o juiz Sergio Moro já era cotado para virar ministro de Jair Bolsonaro — que disputava com Fernando Haddad (PT-SP) o segundo turno das eleições.


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Em uma das conversas, Dallagnol pergunta: “Caros, Jaques Wagner evoluiu? É agora ou nunca… Temos alguma chance?”. Um procurador identificado como Athayde (que, segunda a colunista Mônica Bergamo, é provavelmente Athayde Ribeiro Costa) responde: “As primeiras quebras em face dele não foram deferidas”. Mas novos fatos surgiram e eles iriam “pedir reconsideração”.

“Isso é urgentíssimo. Tipo agora ou nunca kkkkk”, responde Dallagnol. Athayde diz que “isso não impactará o foro”. O procurador responde: “Não impactará, mas só podemos fazer BAs [operações de busca e apreensão] nele antes [da posse]”.

Ainda no grupo, uma procuradora pondera que o petista já sofrera uma busca: “Nem sei se vale outra”. Dallagnol responde: “Acho que se tivermos coisa pra denúncia, vale outra BA até, por questão simbólica”. E completa: “Mas temos que ter um caso forte”.

Athayde então informa que seria “mais fácil” Wagner aparecer “forte” em outro caso, e o procurador finaliza: “Isso seria bom demais”.

Procurada a assessoria da Lava Jato diz que “o material não permite constatar o contexto e a veracidade do conteúdo. Os integrantes da força-tarefa pautam suas ações pessoais e profissionais pela ética e pela legalidade. A investigação, o pedido, a decisão e a execução de buscas e apreensões demandam semanas ou meses o que torna indigna de credibilidade a suposta mensagem”.

Source: R7


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