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Em quebra histórica de tradição diplomática, presidente visitará Muro das Lamentações com Netanyahu

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitará o Muro das Lamentações com o presidente Jair Bolsonaro

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitará o Muro das Lamentações com o presidente Jair Bolsonaro


BBC NEWS BRASIL/ AFP

O presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, visitará o Muro das Lamentações acompanhado pelo primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, em um movimento que representa uma quebra da política brasileira em relação aos territórios de Jerusalém Oriental considerados pela comunidade internacional como ocupados por Israel.Segundo o programa da visita de Bolsonaro ao país divulgado pelo Itamaraty, o presidente visitará o Muro na tarde de segunda-feira (1º). O presidente brasileiro vai romper com a tradição diplomática do país em relação a Israel de três maneiras.

Ele não fez contato com as autoridades palestinas, não visitará os locais sagrados das três grandes religiões monoteístas e visitará o Muro das Lamentações acompanhado do governo israelense.O movimento de aproximação de Bolsonaro pode ser encarado pela comunidade internacional como um reconhecimento tácito de que os territórios ocupados por Israel após 1967 pertencem ao país.Jerusalém Oriental, incluindo o Muro, é considerada território em disputa pela comunidade internacional.

 

Itamaraty divulgou cronograma da visita de Jair Bolsonaro a Israel


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BBC NEWS BRASIL

Um diplomata que conversou com a BBC News Brasil em condição de anonimato afirmou que visitas de autoridades brasileiras e internacionais ao Muro, local de peregrinação do judaísmo, normalmente são feitas em caráter privado, sem a presença de membros do governo israelense.Para diplomatas e analistas ouvidos pela reportagem, pode haver protestos da Jordânia, responsável pelos sítios sagrados para os cristãos e muçulmanos, e de outros países, principalmente da comunidade árabe.

Em maio de 2017, quando visitou o local, o presidente americano Donald Trump não estava acompanhado de Netanyahu.No último dia 21, no entanto, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, fez a primeira autoridade americana de primeiro escalão a visitar o Muro acompanhado de um primeiro-ministro de Israel. O ato irritou os palestinos, que reivindicam a área desde a ocupação israelense.Em sua visita, Pompeo exaltou a jornalistas sua própria visita. “Eu acho simbólico que uma autoridade americana de alto escalão visite o local com o primeiro-ministro de Israel”, disse, sem citar a disputa entre israelenses e palestinos pelo local. Localizado no lado leste de Jerusalém, o Muro das Lamentações é a única parte que restou de um templo judaico do período romano, e é considerado o local mais sagrado da crença judaica. Essa região é controlada por Israel desde a Guerra de Seis Dias, em 1967. Em uma área de cerca de um 1 km² estão, além do Muro, a Igreja do Santo Sepulcro, que abriga o local de crucificação e sepultamento de Jesus Cristo, e a Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro lugar mais sagrado do islamismo.

*Colaborou Matheus Magenta, da BBC News Brasil em São Paulo

Source: R7


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