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Gilmar Mendes diz que STJ alertou instâncias inferiores

Gilmar Mendes concorda com a decisão do STJ

Gilmar Mendes concorda com a decisão do STJ
Walterson Rosa/Framephoto/Estadão Conteúdo – 28.08.2018


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) passou um recado muito claro às instâncias inferiores nesta terça-feira (23) durante o julgamento do caso do tríplex do Guarujá (SP), que envolve o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na opinião do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes.

“Passa um recado muito claro para instâncias ordinárias dizendo: não vá ao sapateiro além do sapato, então moderem-se nos seus instintos condenatórios” afirmou.

Por unanimidade, a Quinta Turma do STJ confirmou a condenação do petista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas reduziu sua pena de 12 anos e um mês para 8 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão. Os magistrados também viram exagero na pena imposta pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) e decidiram diminuí-la, assim como reduziram de R$ 29 milhões para R$ 2,4 milhões o montante que o ex-presidente precisará ressarcir aos cofres públicos — no caso da multa, a queda foi de R$ 1 milhão para R$ 181 mil.


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Os ministros, no entanto, rejeitaram as principais teses levantadas pela defesa de Lula — como a ausência de provas, a competência da Justiça Eleitoral para cuidar do caso e uma suposta parcialidade do ex-juiz federal Sérgio Moro na condução do processo da Operação Lava Jato.

Sobre o fato de o STJ não ter acompanhado a alegação da defesa de julgamento político, Gilmar Mendes também parabenizou a ação do tribunal. “Não é bom em um estado democrático de direito ter julgamento político, julgamento sob pressão ou essas aplicações de penas superdimensionadas que passam a ideia de que está havendo uma prevenção, isso deixa de ser juiz natural”, considerou.

Veja também: Mendes concorda com decisão do STJ sobre julgamento de Lula

Para o ministro, o STJ mostrou isso de maneira muito “clara e simbólica” na redução da multa. “Se a multa tinha caráter indenizatório, do suposto mal feito – uma questão que está sendo discutida e deveria indenizar aquele bem – portanto tinha que ser ajustada ao valor”, afirmou.

Mendes falou com jornalistas na capital portuguesa, onde encerra nesta quarta-feira (24) o workshop que faz parte do VII Fórum Jurídico de Lisboa, evento organizado pela FGV (Fundação Getulio Vargas) e o IDP (Instituto Brasiliense de Direito Público), do qual é sócio.

Source: R7


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