Connect with us

Cidades

Marcha a Brasília: 20 anos de luta e mais de R$ 529 bilhões em conquistas

Published

on

Os 20 anos de Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios foram celebrados na plenária da tarde desta terça-feira, 16 de maio. O presidente da entidade, Paulo Ziulkoski – responsável pela primeira Marcha, em 1998 – destacou as principais conquistas obtidas por meio do movimento, que superam a marca de R$ 529 bilhões. “Com esse valor, nós conseguimos alavancar a situação dos Municípios e foi por meio da luta dos prefeito. E vocês precisam continuar”, disse.

O presidente da AMA, Hugo Wanderley, que participou dessa plenária comemorativa, afirmou a importância do evento para discutir pautas importantes. “A AMA há 20 anos participa da Marcha e esse ano está, mais uma vez, defendendo a pauta municipalista”, afirmou. “Fazemos parte dessa história desde a primeira ideia, complementou”

 

“Como prefeito de primeiro mantado, a Marcha é essencial para conhecimento e aprofundamento da luta municipalista. Precisamos nos unir e reivindicar”, afirmou o prefeito Ramon Camilo, de Dois Riachos.

A prefeita Pauline Pereira, de Campo Alegre, está no segundo mandato e tem participado de todas as marchas. Diz que  “a Marcha é o maior evento político com o número de autoridades presentes. Por isso, é preciso aproveitar o momento para lutar por questões específicas do movimento.

Ele destacou a primeira Marcha e explicou os motivos que o levaram a criar o movimento: a difícil situação financeira enfrentada pelas prefeituras e o aumento de atribuições repassadas aos Municípios. Ziulkoski citou algumas das conquistas obtidas pelo movimento. Entre essas: o Imposto Territorial Rural (ITR), a contribuição de iluminação pública, a lei que trata da repatriação, o Imposto sobre Serviços, a questão da previdência social, o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O deputado Manoel Junior (PMDB-PB), que compôs a diretoria da CNM, falou sobre o sucesso das Marchas e o relevante papel desempenhado pelo presidente Paulo Ziulkoski frente à CNM. Ele disse que foi um dos responsáveis pela alteração do estatuto da CNM para possibilitar que ex-prefeitos pudessem se eleger presidente da entidade. “Graças a essa presidência que o movimento municipalista ganhou”.

Em seguida, a primeira-dama da CNM, Tânia Ziulkoski, e a fundadora da entidade, Dalva Christofoletti, prestaram uma homenagem ao líder municipalista. “É com muito prazer, emocionada, e com grande honra, que entrego esse quadro ao presidente da CNM”, disse Tânia.


Continua depois da Publicidade

Ela ressaltou que no quadro estão representados dois momentos marcantes da atuação de Ziulkoski frente ao movimento. A primeira se refere à Marcha realizada em 1998, quando os gestores foram recebidos por cachorros e cavalos no Palácio do Planalto. A segunda imagem retrata a ex-presidente Dilma Rousseff com “o dedo em riste quando ele ousou discordar dela”, destacou a primeira-dama.

O ministro de Desenvolvimento Social e Agrário, Osmar Terra, também enalteceu o papel da Confederação e a figura do presidente da entidade. “A gente está em uma situação muito difícil, mas poderíamos estar muito pior”. Terra falou sobre a trajetória em parceria com Ziulkoski, desde a atuação na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). “O Paulo não atua partidariamente”, disse.

Por fim, o deputado Hildo Rocha (PMDB-MA), ressaltou a atuação da entidade. “O que o deputado Manoel Junior disse sobre o Paulo ainda é pouco para mostrar o que ele já fez pelo movimento. O parlamentar também disse que é importante os gestores buscarem a CNM no sentido de obter orientação acerca de temas importantes. “Sempre que eu tenho dúvida venho buscar ajuda na Confederação”, afirmou.

Trajetória
O ano de 1998 marcou o surgimento de um movimento capaz de unir prefeitos dos 5.568 Municípios brasileiros e dar voz aos prefeitos. Até aquele momento, os Municípios tinham pouca força e, como consequência, enfrentavam um pacto federativo cada mais desigual.

A Marcha foi criada em Praia Grande, no litoral paulista. O presidente da CNM destacou que a entidade vinha obtendo o reconhecimento devido à participação e aos posicionamentos tomados frente a temas importantes. O presidente da Confederação defendia que o debate chegasse a Brasília, no entanto, a ideia não obteve muito apoio. Apesar disso, a proposta de realizar um debate mais forte na capital federal não foi deixada para trás.

A articulação para tirar do papel a iniciativa se iniciou logo após o fim do evento. “De dentro da Kombi, indo para o aeroporto, conversei com alguns companheiros e eles me apoiaram. Vamos fazer a Marcha”, lembra Ziulkoski. De uma sala improvisada, em Brasília, Ziulkoski começou a fazer ligações e a articular a mobilização da Marcha. Como a CNM não tinha recursos, o líder municipalista, conseguiu reservar auditório Petrônio Portela, no Senado Federal. Na segunda-feira, dia 18 de maio de 1998, Brasília recebeu uma quantidade nunca antes vista de gestores municipais e Ziulkoski se tornou “O gaúcho que mobilizou mais de 2 mil prefeitos”.

 

fonte: AMA – Associação dos Municípios Alagoanos


Continua depois da Publicidade

Bombando