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Militar de Monteirópolis que participou de missão da ONU no Haiti: “Experiência incrível”

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Eraldo Silva da Paz, durante missão da ONU no Haiti – Foto: Reprodução/Facebook

Eraldo Silva da Paz, durante missão da ONU no Haiti – Foto: Reprodução/Facebook

Após seis meses na Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, o cabo do Exército Brasileiro Eraldo Silva da Paz, natural de Monteirópolis, no Sertão de Alagoas, disse que teve uma experiência incrível.

Segundo ele, que retornou ao Brasil junto com outros 27 militares de Alagoas no último domingo (4) e desembarcou em Maceió na segunda-feira (5), agora o sentimento é de missão cumprida.

“Só tenho a agradecer à missão de paz. Sou muito grato por isso”, ressaltou Eraldo, que ficou a maior parte do tempo numa cidade chamada Cité Soleil, nos arredores de Porto Príncipe, capital do Haiti.

O que mais chamou a atenção dele, durante o período em que esteve no Haiti, foram a situação de miséria em que vivem muitos haitianos, o trânsito caótico, a alegria das crianças, a simpatia e a inteligência dos adultos.

Como a missão era de manutenção da paz, no país que já é ocupado por tropas de vários outros países, como Uruguai e Peru, sob coordenação da ONU, ele contou que não teve momentos de tensão ou de perigo.

Uma das dificuldades foi entender o idioma local, o crioulo, apesar de ter estudado antes da viagem. “Eles falam muito rápido e muito alto, parece que estavam brigando. Porém, alguns que falavam português ou espanhol gostavam de se comunicar com a gente, memorizavam o nome e não esqueciam mais”, acrescentou Eraldo da Paz.

A quantidade de lixo nas ruas, a falta de banheiro nas casas da periferia de Cité Soleil, pessoas tomando banho nas ruas, a alimentação precária, principalmente as crianças, também chamaram a atenção do militar sertanejo. “Aprendi a não reclamar de muita coisa, pois vi que a situação deles é muito precária”, lembrou.

Outra situação que marcou a viagem, segundo Eraldo da Paz, foi a oportunidade de, nos períodos de folga, ter viajado para a República Dominicana e para os Estados Unidos, onde conheceu Miami, capital do estado da Flórida.

Preparação para missão


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No Exército há seis anos, servindo ao 59º Batalhão de Infantaria Motorizado de Maceió, para que pudesse participar da Missão de Paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti, além de uma rigorosa seleção à qual foi submetido, Eraldo e os outros militares de infantaria realizaram uma intensa rotina de treinamentos, sendo: instruções sobre o funcionamento das missões de paz da ONU; proteção da criança e de pessoas em situação de vulnerabilidade; regras de engajamento; e outras específicas para esse tipo de missão.

Antes da viagem ao Haiti, Eraldo já havia participado de uma missão de pacificação no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro; missão durante a greve da Polícia Militar em Salvador; missão de auxílio ao Ibama no estado do Maranhão; e missão na cidade de Ilhéus, no estado da Bahia.

Reconhecimento

No Exército, onde ele ingressou como recruta ao fazer o alistamento militar, Eraldo, já disciplinado pelo trabalho duro no campo e na construção civil, chegou a ser reconhecido como “melhor aptidão física do ano” e, depois, “praça mais distinta do ano”, reconhecimentos que para ele são motivo de orgulho.

De recruta, ele passou para soldado. Em seguida, fez um curso para cabo, do qual participaram 60 interessados. Ao final, apenas 48 se formaram, entre eles Eraldo, que ficou na quarta colocação. “Na instituição, aprendi que não há limites para o homem”, declarou

Situação do Haiti

Em 2010, um terremoto destruiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, e matou mais de 300 mil pessoas. O país também é marcado pela violência urbana e situação de miserabilidade de muitos moradores.

Ex-colônia francesa, o Haiti, ao longo do século 20, sofreu sob o jugo de ditadores apoiados pelos EUA, dos quais Papa Doc é o mais conhecido. O período de transição democrática também foi marcado por turbulências, que culminou com a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide, em 2004, derrubado pelos exércitos dos EUA e França, a antiga potência colonial.

Portanto, quando da ocorrência do terremoto, em 2010, o país já vivia “uma situação dramática, de desalento, de abandono, sem projeto econômico, com desarticulação do estado”, aponta Emir Sader, comentarista da Rádio Brasil Atual , quando a capital Porto Príncipe foi devastada, agravando ainda mais a situação.

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fonte: Correio Notícia


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