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‘Não vou me intimidar, vou tacar mais ovos’, diz alvo de buscas 

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O ministro do STF Alexandre de Moraes

O ministro do STF Alexandre de Moraes
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Investigada no inquérito sobre supostas fake news contra ministros do Supremo Tribunal Federal, Isabella Trevisani afirmou que a ordem judicial do ministro Alexandre de Moraes, da Corte, não vai intimidar. “Vou tacar mais ovos”, ela postou em sua conta no Facebook, nesta terça-feira (16).

Leia mais: Toffoli abre inquérito no STF para investigar ameaças a ministro

“Acabei de ficar sabendo que a Polícia Federal já esteve na minha casa, já fez busca e apreensão, já levou meu computador. Ela já esteve lá às 6h da manhã, só que eu não estava sabendo, porque ontem eu vim para a Paulista e acabei ficando para cá”, disse Isabella em um vídeo publicado em sua rede social.

“Eles já levaram meu computador, já levaram tudo o que eles podiam. Minha mãe recebeu a Polícia Federal em casa às 6h da manhã. Essa é a ditadura do Judiciário, eles querendo calar o povo brasileiro que luta contra eles nas ruas, eles querendo impedir, censurar de todas as maneiras possíveis.”

Isabella pregou o fechamento do STF no vídeo que dura cerca de 1 minutos e 30 segundos. “O STF vai cair. Eles estão é com medo. Estão tentando nos calar, porque sabem exatamente sabe que vai cair.”

Foram alvo de operação da PF nesta terça-feira (16), o general da reserva Paulo Chagas, o membro da Polícia Civil de Goiás Omar Rocha Fagundes, além de Isabella Sanches de Sousa Trevisani, Carlos Antonio dos Santos, Erminio Aparecido Nadini, Gustavo de Carvalho e Silva e Sergio Barbosa de Barros.


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O inquérito apura fake news, falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra a “honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros” e alcança familiares dos ministros “quando houver relação com a dignidade” deles.

A investigação mira também supostos “esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito”.

Em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, informou o arquivamento do inquérito contra membros da Corte. O procedimento havia sido instaurado de ofício pelo presidente do Supremo, Dias Tofolli, em 14 de março.

Entenda o caso

Em março, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, mandou abrir um inquérito contra “notícias fraudulentas (fake news), denunciações caluniosas, ameaças e infrações revestidas de animus caluniandi, diffamandi ou injuriandi, que atingem a honorabilidade e a segurança do Supremo Tribunal Federal, de seus membros e familiares, extrapolando a liberdade de expressão”.

Na ocasião, o ministro citou um artigo do regimento interno do STF, segundo o qual, “ocorrendo infração à lei penal na sede ou dependência do Tribunal, o Presidente instaurará inquérito, se envolver autoridade ou pessoa sujeita à sua jurisdição”.

Ao autorizar a operação desta terça, Moraes também mandou bloquear contas dos investigados no Facebook, no WhatsApp, no Twitter e no Instagram.

“Autorizo desde logo o acesso, pela autoridade policial, aos documentos e dados armazenados em arquivos eletrônicos apreendidos nos locais de busca, contidos em quaisquer dispositivos”, ordenou Moraes. “Após a realização das diligências, todos os envolvidos deverão prestar depoimentos.”

Na segunda-feira (15), no âmbito do inquérito, o ministro determinou à revista “Crusoé” e ao site “O Antagonista” que retirassem do ar imediatamente a reportagem intitulada “amigo do amigo de meu pai”, que cita o presidente da Corte, Dias Toffoli. A revista repudiou a decisão e denunciou o caso como censura. Alexandre impôs ainda uma multa diária de R$ 100 mil em caso de desobediência.

“Determino que o site O Antagonista e a revista Crusoé retirem, imediatamente, dos respectivos ambientes virtuais a matéria intitulada ‘O amigo do amigo de meu pai’ e todas as postagens subsequentes que tratem sobre o assunto, sob pena de multa diária de R$ 100 mil, cujo prazo será contado a partir da intimação dos responsáveis. A Polícia Federal deverá intimar os responsáveis pelo site O Antagonista e pela Revista Crusoé para que prestem depoimentos no prazo de 72 horas”, ordenou.

O ministro não fez nenhuma declaração sobre sua decisão, mas a interlocutores próximos ressaltou que não impôs censura às publicações. Na avaliação de Alexandre, “liberdade de imprensa impede a censura prévia, mas não responsabilização posterior”.

O ministro ressaltou que “a notícia se baseou na PGR, que a desmentiu, mesmo assim insistiram na fake news”. “Isso está claro na decisão.”

A reportagem está tentando localizar as defesas de todos os citados. O espaço está aberto para manifestação.

Source: R7


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