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Nova redução de vazão no São Francisco compromete navegação, pesca e abastecimento

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Represa de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, opera com vazão reduzida desde a semana passada – Foto: Diego Barros

Represa de Xingó, entre Alagoas e Sergipe, opera com vazão reduzida desde a semana passada – Foto: Diego Barros

A redução de vazão do rio São Francisco nos reservatórios de Sobradinho, na Bahia, e Xingó, em Alagoas, para 600 metros cúbicos por segundo (m³/s), anunciada pela Agência Nacional de Águas (ANA), na última quarta-feira (26), vai comprometer ainda mais a navegação, a pesca e o abastecimento humano.

O principal reflexo negativo para o abastecimento das pessoas deverá ocorrer no município de Piaçabuçu, em Alagoas, onde o avanço da cunha salina, devido à perda de força do rio no encontro com o mar, já faz a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) suspender a captação de água durante algumas horas por dia.

Ao longo de todo o rio, do lado alagoano, onde existem 14 estação para captação de água bruta, que em seguida é tratada para ser distribuída em mais de 40 municípios, serão necessários investimentos para readequar as estruturas e, com isso, poder retirar água de locais mais distantes da margem.


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A nova redução de vazão anunciada pela ANA, que terá validade até novembro deste ano, também deve comprometer ainda mais a navegação pelo rio, no trecho que fica entre a represa de Xingó, entre os municípios de Piranhas (AL) e Canindé de São Francisco (SE), até a foz, em Piaçabuçu (AL).

Uma das consequências poderá ser o aumento dos bancos de areia, que já existem em vários pontos, dos quais as embarcações devem desviar para não encalhar ou tombar.

A pesca, por sua vez, também poderá ser afetada, uma vez que a redução do volume de água disponibilizado para o rio pode afetar as espécies de peixes.

De acordo com o documento publicado pela ANA no Diário Oficial da União (DOU) da última quarta-feira (26), caso seja identificado comprometimento aos usos ou usuários durante a redução das vazões liberadas por Sobradinho e Xingó, a descarga dos mesmos deverá ser elevada para o patamar de vazão anteriormente praticado.

“A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) deverá apresentar, num prazo máximo de dez dias, após atingido o patamar de vazões liberadas de 600 m³/s, relatório com descrição dos resultados observados”, diz o documento do DOU.

Nos últimos anos, a defluência mínima dos reservatórios de Sobradinho e de Xingó vem sendo reduzida gradativamente, do patamar inicial de 1.300 m³/s, para o nível atual, devido à forte estiagem que atinge a bacia hidrográfica do chamado rio da integração nacional.

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fonte: Correio Notícia


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