Connect with us

Cidades

Pão de Açúcar registra novo ataque de piranhas a banhista no rio São Francisco

Published

on

Praia do Cristo, em Pão de Açúcar, é o local onde ocorreu o novo ataque de piranhas a uma banhista – Foto: Diego Barros

Praia do Cristo, em Pão de Açúcar, é o local onde ocorreu o novo ataque de piranhas a uma banhista – Foto: Diego Barros

Mais um ataque de piranhas a banhista foi registrado na Praia do Cristo, também conhecida como “Praia da Bomba”, no rio São Francisco, em Pão de Açúcar. O caso ocorreu na manhã do último sábado (10), quando uma jovem, que não teve o nome divulgado, entrou no rio para tomar banho.

Ela sofreu mordidas em um dos pés e foi socorrida para a Unidade Mista Doutor Djalma Gonçalves dos Anjos, localizada na cidade, onde recebeu atendimento. A suspeita é de que o ataque tenha sido causado pela piranha branca ou pirambeba, como é conhecida a espécie comum no rio São Francisco.

Segundo informações do site Notícia Quente, populares afirmaram que, somente neste mês, ocorreram mais de cinco ataques de piranhas a banhistas na região. Em 2016, teriam sido cerca de 50 ocorrências, a maioria delas no mesmo local, a Praia do Cristo, onde fica a bomba que faz a captação de água para abastecer o município.

Fatores que podem provocar os ataques

Para alguns moradores locais, os ataques ocorrem devido à pesca de outras espécies de peixe, que serviam de alimento para as piranhas. Por outro lado, para o biólogo e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Jorge Luiz Lopes, o mais provável é que os ataques tenham ocorrido porque as piranhas se sentiram atraídas pelo movimento de muitos banhistas dentro da água.

“A falta de peixes que servem de alimento para a piranha e a redução de vazão podem ter contribuído para os ataques, mas a piranha é atraída pelo movimento. Com mais gente dentro da água, a possibilidade de alguém ser mordido é maior”, explicou o biólogo ao Correio Notícia.


Continua depois da Publicidade

Ele ressaltou que, em outro trecho do rio, onde também existem piranhas, não há relatos de ataques. “Eu mesmo tive a oportunidade de mergulhar nesseoutro local, que fica em Delmiro Gouveia. Como é um lugar mais afastado, mais tranquilo, com pouca gente, não há relatos de ataques de piranhas, mas nós sabíamos que elas também estavam lá”, salientou o professor Jorge Luiz Lopes.

Segundo o Ibama, algumas espécies de piranhas são nativas do São Francisco e comumente encontradas nos monitoramentos feitos ao longo de toda a calha do rio, ou seja, elas estão em seu habitat. Porém, o despejo de restos de alimentos dentro da água pode atraí-las até os banhistas.

Desse modo, “considerando a diminuição do volume de água no rio São Francisco devido às reduções de vazão, é esperado um adensamento da população de peixes em determinados locais”.

“No entanto, o ataque de piranhas a banhistas não está relacionado apenas ao processo de redução de vazão. Fatores como a introdução de espécies invasoras, desequilíbrios ecológicos e principalmente o despejo de dejetos e restos de alimentos podem atrair os cardumes para determinados locais e favorecer ocorrências desse tipo”, salientou o Ibama, por meio de nota enviada ao Correio Notícia.

Praia do rio São Francisco, em Pão de Açúcar: grande quantidade de banhistas na água pode atrair piranhas; elas são atraídas pelo movimento e também por restos de alimentos das pessoas (Foto: Diego Barros)

LEIA MAIS:

São Francisco, um rio ameaçado

Let’s block ads! (Why?)

fonte: Correio Notícia


Continua depois da Publicidade

Bombando