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Cidades

Procissão de ramos e a tradição católica que celebra a entrada de Jesus em Jerusalém

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Procissão de ramos pelas ruas do centro (foto: Hígor Silva)

 

No final da tarde deste domingo, centenas de fiéis da Paróquia de São José Operário, reuniram e foram às ruas relembrar a entrada de Jesus Cristo em Jerusalém, também conhecido como “domingo de ramos”, onde marca também o início da semana santa.

Padre Vicente de Santana (meio), acompanhando a procissão (foto: Hígor Silva)

O Pároco da cidade, Vicente de Santana, acompanhou a procissão que seguiu da Igreja Nossa Senhora da Conceição, no centro, até a Matriz de São José, na Asplana, onde foi realizada a Missa de Ramos.

O sentido da Procissão de Ramos é mostrar essa peregrinação sobre a terra que cada cristão realiza a caminho da vida eterna com Deus. Ela nos recorda que somos apenas peregrinos neste mundo tão passageiro, tão transitório, que se gasta tão rapidamente. Mostra-nos que a nossa pátria não é neste mundo, mas na eternidade, que aqui nós vivemos apenas em um rápido exílio em demanda pela casa do Pai.


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A História

A entrada “solene” de Jesus em Jerusalém foi um prelúdio de Suas dores e humilhações. Aquela mesma multidão que O homenageou, motivada por Seus milagres, agora Lhe vira as costas e muitos pedem a Sua morte. Jesus, que conhecia o coração dos homens, não estava iludido. Quanta falsidade nas atitudes de certas pessoas! Quantas lições nos deixam esse dia [Domingo de Ramos]!

O Mestre nos ensina com fatos e exemplos que o Seu Reino, de fato, não é deste mundo. Que ele não veio para derrubar César e Pilatos, mas para derrubar um inimigo muito pior e invisível, o pecado.

A muitos o Senhor decepcionou; pensavam que Ele fosse escorraçar Pilatos e reimplantar o reinado de Davi e Salomão em Israel; mas Ele vem montado em um jumentinho frágil e pobre. “Que Messias é este? Que libertador é este? É um farsante! É um enganador, merece a cruz por nos ter iludido”, pensaram. Talvez Judas tenha sido o grande decepcionado.

O Domingo de Ramos ensina-nos que a luta de Cristo e da Igreja, e consequentemente a nossa também, é a luta contra o pecado, a desobediência à Lei sagrada de Deus que hoje é calcada aos pés até mesmo por muitos cristãos que preferem viver um cristianismo “light”, adaptado aos seus gostos e interesses e segundo as suas conveniências. Impera como disse Bento XVI, a ditadura do relativismo.

*Com Prof. Felipe Aquino

Procissão de ramos (foto: Hígor Silva)


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