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Secretaria da Saúde sobre morte de saguis em Inhapi: ocorrência é um “evento sentinela”

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População não deve matar os saguis, pois eles podem indicar a circulação de algum vírus na região – Foto: Reprodução/Internet

População não deve matar os saguis, pois eles podem indicar a circulação de algum vírus na região – Foto: Reprodução/Internet

O registro da morte de cinco macacos do tipo sagui neste mês de março, no município de Inhapi, no Sertão de Alagoas, é considerado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) como um “evento sentinela”.

A pasta foi informada do ocorrido no dia 24 de março e repassou ao município orientações técnicas de como proceder neste caso. Segundo a secretaria, o ideal seria o recolhimento do corpo do animal numa caixa térmica, com gelo, para envio a um laboratório, em Maceió, que faz a análise para tentar identificar a causa da morte. “A morte de animais é sinalizador da circulação de agravos”, completou a Sesau, por meio de nota enviada ao Correio Notícia.

Porém, como os profissionais da Saúde de Inhapi encontraram os 4 primeiros saguis que já estavam mortos há muito tempo, não foi possível recolhê-los para enviar ao laboratório indicado pela Sesau, em Maceió. O quinto animal morto também foi encontrado bastante deteriorado, após ter sido devorado quase completamente pelos urubus. Por essa razão, os restos do corpo do primata foram enterrados.

“Neste momento, considerando a situação da febre amarela no País, o conhecimento sobre o adoecimento ou morte de macacos, saguis ou outro primata é considerado como um evento sentinela. A Sesau, ao receber esses alertas, solicita da Vigilância Municipal que seja realizada a coleta do animal morto ou de sua ossada, encaminhando-os para o Lacen com vistas à análise laboratorial. A Sesau, em alguns casos, desloca equipe técnica para realizar esse trabalho”, informou a secretaria ao Correio Notícia.


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Segundo a pasta, a população tem sido orientada, em qualquer situação, a fazer a notificação dessas ocorrências à Vigilância dos Municípios, bem como a não matar esses animais, considerando a importância dos mesmos como sinal de alerta.

“Através desses sinais de alerta, é possível à vigilância detectar precocemente a circulação do vírus, entre vetores e primatas não humanos, para desencadear, oportunamente, medidas de prevenção e de controle da febre amarela, evitando, com isso, o registro de casos humanos e surtos de febre amarela”, emendou a Sesau, por meio da nota.

O caso da morte dos saguis em Inhapi ganhou notoriedade porque esta semana a Sesau divulgou que um primata também do tipo sagui morreu de febre amarela no mês de setembro de 2016, na capital alagoana.

Ainda de acordo com a secretaria, apesar da descoberta da morte do sagui em Maceió causada pelo vírus da febre amarela, não há motivos para pânico da população, uma vez que primatas, apesar de contraírem a doença, não a transmitem aos seres humanos.

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fonte: Correio Notícia


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